Wednesday, 8 March 2017

Sobre o dia da mulher


Todos os anos, na escola, nós professores procuramos realizar um trabalho de resgate sobre esse merecido dia de homenagem à mulher. Procuramos na internet e descobrimos que essa homenagem só se deu por causa de um acontecimento triste. Mas, me pergunto: deveria ser assim?
Penso que não. Nosso mundo, nossa sociedade, está permeada de mulheres guerreiras, que trabalham, que estudam, que criam seus filhos como “pães” (desculpe o trocadilho, mas são tão gostosas quanto um pãozinho, mas estes “pães” a que me refiro são aquelas que fazem o papel de pai e mãe). Quantas “pães” não conhecemos? Certamente, no mínimo, uma meia dúzia.
Temos o dom de Deus de ser a geradora, aquela que vai dar continuidade ao mundo, garantir a espécie. Claro, não fazemos isso sozinhas, mas temos uma porcentagem grande nesse processo.
Já temos direito a escolher ou não usufruir desta dádiva, mas ela é nossa de qualquer forma.
Passamos por tantas tristezas, mas saímos mais fortes das adversidades dessa vida. Cuidamos da casa, dos filhos, dos maridos, trabalhamos fora, estamos nos tornando, inclusive, provedoras financeiras de nossos lares, alcançando façanhas que há algumas décadas atrás nem imaginávamos sermos capazes.
Acredito que ainda não tenhamos encontrado um homem que nos ressalte da maneira como merecemos, mas uma data pra nós me parece “o melhor que se pode arranjar” até o presente milênio.
Poderia, aqui, discorrer sobre nossas qualidades, sobre nossa importância, sobre nossas vitórias, e ainda assim faltariam palavras.
Por isso, o que posso fazer é desejar que não somente o dia de hoje, mas que todos os dias possamos encontrar motivos para sorrir e para seguir em frente com muita garra. Que possamos ser valorizadas como merecemos. 

Neyde Rostyn

Tuesday, 21 February 2017

Compartilhando o que é bom: dicas incríveis sobre o trabalho com os nomes próprios em alfabetização a partir da obra de Maria de Fátima Russo

Atividades em alfabetização: Teoria e prática na utilização do nome próprio
Maria de Fátima russo

O nome próprio como modelo estável

Quando o sujeito se propõe a aprender a ler e a escrever, já está sensibilizado em relação a um modo de comunicação decorrente de elaborações sociais até então alheias e estranhas à sua pessoa, modo este que requer sua compreensão para se tornar um instrumento eficiente na sua relação com o outro, consigo mesmo e com o mundo.
Neste momento, o alfabetizando não recebe passivamente as informações que a linguagem lhe oferece, ele se mobiliza para compreendê-las. No entanto, nem toda informação que a linguagem oferece ao alfabetizando é refletida e transformada em aprendizagem sobre a leitura e a escrita porque, nem sempre, são atribuídos a ela, à informação, significados compatíveis com o conhecimento já instaurado no sujeito, nem sempre, o que se mostra faz sentido e, nem sempre, os dados apresentados se prestam às elaborações mentais qualitativamente mais abrangentes.
Uma vez iniciada, a aprendizagem da Língua nunca termina. A cada novo dado passível de conflito, reelaborações são feitas, elaborações inéditas vão se apresentando e novas aprendizagens vão acontecendo. Entenda-se aqui aprendizagem como o resultado da elaboração mental que pode ou não estar de acordo com os padrões da Língua, mas é uma conquista construída internamente e diferenciada de um saber anterior. Em ambos os casos, ela é generalizável também mentalmente, de modo definitivo ou não.
Para que o alfabetizando desenvolva o processo de construção do sistema de escrita, precisa de informações que realmente resultem em aprendizagens significativas passíveis de serem generalizadas e que estas o aproximem da construção do código com base alfabética que estrutura a Língua.
O modelo é percebido e captado peço pensamento do alfabetizando e orienta um modo de reflexão, sugerindo relações, confirmando ou não hipóteses, solucionando dúvidas, alertando o alfabetizando sobre suas conclusões e incentivando a reformulação de saberes. Aos poucos, o modelo vai desestruturando sua condição de sabedor, lembrando-lhe que ainda falta algo a conhecer ou confirmando um conhecimento anteriormente construído.
A princípio, o modelo é reproduzido por imitação porque o alfabetizando não tem ainda como prever ou explicar suas propriedades. E isto acontece até que, gradativamente, os elementos que constituem esse modelo e sua forma de organização sejam compreendidos, configurando um exemplo importante que ilustra uma ideia e que confirma uma regra.
Para o alfabetizando, a estabilidade do modelo é ponto de referência na confrontação entre suas hipóteses e a realidade convencional da escrita e favorece as aprendizagens, uma vez que as reelaborações são feitas sobre o mesmo elemento e modo de se mostrar, o que parece otimizar o tempo e os caminhos entre as relações estabelecidas no pensamento.
O modelo precisa fazer sentido para ser considerado como tal. Precisa trazer mensagem significativa ao universo particular do alfabetizando, e não será qualquer palavra, qualquer texto que desempenhará este papel. O que se propõe ser m modelo precisa vir carregado de sentimento e sensibilizar o alfabetizando. Enfim, precisa falar ao sujeito em questão e, ao fazer sentido, passará a fazer parte de suas elaborações mentais.
No universo linguístico, determinados signos, palavras e textos provocam nas pessoas percepções diferenciadas, fazendo-as movimentarem-se no sentido de atribuir-lhes significados particularmente especiais. Tais signos remetem estas pessoas a si mesmas, a outras pessoas, a fatos e a sentimentos de tal modo que despertam emoções igualmente diferenciadas e que mobilizam o Ser, fazendo mais sentido.
Neste universo de significação, nada é mais significativo e nada é mais carregado de sentimento do que o nome próprio do sujeito. O nome próprio é o signo que define o ser. Define um contexto vivido e sentido. O nome fala do sujeito e é o próprio sujeito. Pertence-lhe e o representa.


A relação de pertinência e de representatividade que o nome desempenha no âmbito psíquico da criança, o nome é referência muito importante para a criança porque, além de pertencer-lhe e representa-la em um contexto histórico-social-afetivo, tem valor de verdade. (RUSSO, 2000, p. 27)
Seja pelo aspecto familiar, seja pelo histórico-social-afetivo, pelo psíquico, ou por tantos outros, o fato é que o nome como signo linguístico encerra o significante e o significado na própria origem do sujeito, na sua própria existência. O nome próprio é o sujeito, o representante, o contexto e a mensagem. E isto torna seu nome um elemento confiável nas suas elaborações mentais.
O estado de imutabilidade que o nome encerra provoca no alfabetizando a percepção das características gráficas que não se alteram e, a partir da reflexão sobre o modo de ser do seu nome e da comparação entre ele e outras palavras, o alfabetizando é impelido a levantar hipóteses com os aspectos figurativos dele percebidos.
Gradativamente, o nome próprio vai informando ao alfabetizando sobre a quantidade, a variedade e a organização das letras que fazem parte na formação desta palavra específica e vai auxiliando a formulação de hipóteses e a confrontação de ideias entre seu nome e a realidade convencional da escrita de outras palavras.
O nome próprio é um signo simbólico facilitador na aprendizagem da leitura e da escrita de outras palavras, e o alfabetizando demonstra ter conhecimento da importância do seu nome e do papel que este signo irá desempenhar porque, quando está se alfabetizando, espontaneamente faz dele modelo.
O nome próprio vai se tornando um modelo estável na medida em que o alfabetizando, tendo se apercebido da sua forma fixa e das características figurativas da palavra como imutáveis, resgata-o na memória e faz dele um elemento constante de comparação e de levantamento de hipóteses.
A comparação do próprio nome, enquanto modelo, com outras palavras mostra-se inevitável devido à representatividade, ao sentido de posse, à presença constante, ao valor de verdade, à significação e à estabilidade que seu nome proporciona ao alfabetizando, uma vez que estes sentidos são extremamente importantes para o ser cognoscente que precisa e procura informações confiáveis para assimilá-las e transformá-las em conhecimento.
O modelo nome próprio fornece informações ao alfabetizando que, dele, extrai características. Contudo, as informações não são percebidas de imediato, e as características não são extraídas todas ao mesmo tempo, porque, para perceber cada uma delas, o alfabetizando precisa de condições internas que permitam tal percepção, possíveis elaborações e futura apropriação.
O alfabetizando discrimina oral e graficamente seu nome em meio a outras palavras e vai refletindo sobre seu modo de formação com muita propriedade. Compara-o com outras palavras, estabelece semelhanças e diferenças e, ao supor possibilidades de relações com outras palavras, elabora hipóteses e verifica que algumas características se confirmam e outras não.
Ao confirmar as hipóteses em seu nome e em palavras diferentes do seu nome, o alfabetizando estabelece este conhecimento como certo. Caso contrário, continua seu trabalho de investigação, aplicando o conhecimento que já tem decorrente de situações similares, adequando-o à especificidade da situação, em busca de um novo conhecimento que se estruture como correto e que possa ser generalizável.
A cada nova informação percebida, a cada nova elaboração, ressignificação e apropriação, o nome vai se modificando no nível de compreensão do alfabetizando. É como se, no pensamento, o nome não se apresentasse do mesmo modo que o anterior. É como se o alfabetizando já não visse seu nome com os mesmos olhos, pois estes vão se alertando para detalhes que antes não eram considerados por ele, e o nome passa a explicar, ou não, as conclusões resultantes das hipóteses levantadas. Consequentemente, o alfabetizando, que se desorganizou internamente para poder reorganizar-se perante as novas informações, apresenta-se modificado, com novos conhecimentos. Deste modo, acontece uma interação em que o sujeito cognoscente e o objeto de conhecimento já não são os mesmos. Ambos se modificaram, um na perspectiva do outro. Assim, alfabetizando  e nome já não são como eram antes, pois cada um já sofreu a ação do outro, já foi transformado.
O aluno se alfabetiza. Percebe o que elege significativamente como interessante, recebe o que estruturalmente é possível receber do meio e da intermediação do professor, e só aproveita do que recebeu como informação do estímulo externo os elementos compatíveis com as estruturas internas de seu organismo, o que sua capacidade de operacionalizar permite transformar em possíveis aprendizagens. Isto explica por que, algumas vezes, ao se tentar ensinar saberes ao alfabetizando, este não aprende, simplesmente porque não consegue mobilizar seus esforços naquela direção, naquele momento, ou melhor, porque ainda não está em si refletir aquele saber para torna-lo seu.
Na intervenção pedagógica, a relevância do trabalho com o nome próprio do alfabetizando se confirma quando se estabelece a relação entre desejo e conhecimento, ao favorecer a combinação entre a opção espontânea do alfabetizando em fazer uso do seu próprio nome nas suas elaborações e a referência que a estabilidade linguística do nome configura como um modelo significativo. É um resgate do prazer no âmbito psíquico e no cognitivo, amparados pelo afetivo.

Situações a serem exploradas:

Em relação ao próprio nome, mais especificamente ao prenome, o alfabetizando, nas atividades, deve ser incentivado a estabelecer relações que o façam perceber e refletir, por exemplo, sobre:
·         A quantidade de letras do seu nome;
·         As letras que estão na formação de seu nome;
·         As letras que não estão na formação de seu nome;
·         A letra inicial do seu nome;
·         A letra final de seu nome;
·         As letras que se repetem em seu nome;
·         As vogais de seu nome;
·         As consoantes de seu nome;
·         As consoantes que não estão em seu nome;
·         Posição de casa letra em seu nome (primeira letra, segunda letra, etc);
·         A emissão sonora do seu nome;
·         A relação entre a oralidade e a grafia do seu nome;
·         A quantidade de sílabas do seu nome; e
·         As sílabas do seu nome.

Na comparação do seu nome com os nomes dos colegas da classe, o alfabetizando, nas atividades, deve ser incentivado a estabelecer relações que o façam perceber e refletir, por exemplo, sobre:
·         Nomes iguais aos seus;
·         Nomes diferentes do seu;
·         Nomes parecidos com o seu;
·         Nomes que começam com a mesma letra que o seu;
·         Nomes que terminam com a mesma letra que o seu;
·         Nomes que têm a mesma quantidade de letras que o seu;
·         Nomes maiores que o seu;
·         Nomes menores que o seu; e
·         Nomes que têm sílabas iguais às do seu.
Em relação a todos os nomes dos alunos da classe, o alfabetizando, nas atividades, deve ser incentivado a estabelecer relações que o façam perceber e refletir, por exemplo, sobre:
·         Letras que são mais utilizadas;
·         Letras que são menos utilizadas;
·         Letras que não estão nos nomes;
·         Letras que não são utilizadas como iniciais;
·         Letras que não são utilizadas como finais;
·         Nomes que começam com letras finais de outros nomes;
·         Quantidade de letras de cada nome;
·         Letra K, W e Y nos nomes;
·         Relação entre oralidade e grafia dos nomes;
·         Letras que podem ser substituídas por outras (CAMILA – KAMILA);
·         Letras que poderiam ser retiradas, e o resultado sonoro sem mantém (JACQUELINE – JAQUELINE);
·         Sílabas que aparecem mais nos nomes;
Ao desenvolver o trabalho com nomes, o professor-alfabetizador tem que ter em mente que, dependendo da sua adequação, uma atividade pode ou não fazer diferença no processo de construção de conhecimento que o aluno está desenvolvendo. Assim, antes de propô-la e para torna-la efetivamente adequada, precisa levar em consideração que:
·         Não é qualquer atividade que contribui para a aprendizagem;
·         Não é a quantidade de atividades que define a qualidade da intervenção;
·         Não são somente as atividades escritas que contribuem com a alfabetização;
·         As atividades devem priorizar o raciocínio lógico;
·         As atividades devem contemplar práticas de leitura, de escrita e de comunicação oral;
·         São necessários a comanda e o questionamento adequados sobre a realização da atividade;
·         Às vezes, uma atividade não tem o entendimento imediato por parte do alfabetizando;
·         Nem sempre, o alfabetizando reage à atividade de acordo com a expectativa do professor;
·         Cada alfabetizando reage de acordo com suas possibilidades a uma mesma atividade;
·         Uma atividade que demande muito tempo de execução pode se tornar cansativa e não surtir o efeito esperado;
·         A interação entre os alunos durante uma atividade pode ser a contribuição que um deles precisa para avançar em suas hipóteses;
·         A interação entre alunos é positiva na medida em que todos progridam de alguma maneira em termos de conhecimento;



Lembrem-se: é imprescindível saber o que o alfabetizando conhece sobre a Língua: em que hipótese está, se já conhece as letras do alfabeto. Fazer uma boa sondagem de escrita é fundamental.

A crônica da web

Como e quando nasce um cronista? Não sei ao certo, mas posso tentar explicar pela minha própria trajetória. Com a minha função profissional de professora coordenadora da rede estadual de São Paulo, tive que recorrer a todo o meu acervo literário para fazer as "leituras de deleite" nas reuniões coletivas, mas queria fazê-lo de uma maneira que envolvesse as professoras e se tornasse um momento prazeroso, numa rotina tão desgastante a que muitas estão submetidas. Pois bem, vieram parar em minhas mãos livros de Walcyr Carrasco, Antônio Prata, Luís Fernando Veríssimo, Marcos Rey e Martha Medeiros. Leitura engraçadas, leves, que mostram um cotidiano que em alguns momentos nos identificamos.
Muito bem, com tanta inspiração, "caiu no meu colo" uma história que quero tornar uma crônica. 
As redes sociais nos pregam peças engraçadas, nos colocam em situações inusitadas. 
No final do ano, uma professora me emprestou um livro que comprou em 2010, da autora Maria de Fátima Russo. Agradeci a professora, e fiquei com o livro para ler, mas em princípio, não dei muita importância, pois acreditei que era mais um livro com sugestões de atividades sem contexto, uma daquelas coleções que vivem nas escolas nos oferecendo.
Nas férias, decidi pegar o tal livro e me surpreendi com a riqueza do referencial teórico, muito bem escrito e fundamentado. Fiz um resumo, que aliás pretendo postar aqui no blog e, não sei ao certo a razão da minha curiosidade, decidi procurar a autora no Facebook. Às vezes faço isso, pessoas que considero "interessantes" costumo procurar no Facebook. Me interesso por autores de livros, que antes eram pessoas tão inatingíveis, hoje se aproximam mais do seu público. 
Qual não foi a minha surpresa ao ver que tínhamos uma amiga em comum, uma moradora do meu condomínio e cheguei a duvidar que fosse a mesma pessoa. Em seu perfil, vasculhei informações que me trouxessem a certeza de que se tratava da autora da obra que me encantou, de uma pedagoga. Achei estranho o fato dela residir em Petrópolis. O perfil estava atualizado e, então, deveria ser a mesma pessoa.
De qualquer forma, decidi enviar uma mensagem agradecendo pelas contribuições e solicitando autorização para publicar o resumo, pois sei que ajudaria muito mais professores alfabetizadores.
No dia seguinte, ao retornar do trabalho, encontrei a tal "amiga em comum" e, evidente, perguntei de onde ela conhecia a autora, porque ainda não acreditava que era a mesma pessoa. 
Chegamos à conclusão de que sim, era a própria... mas ela já faleceu há um ano de uma doença.
Ao mesmo tempo em que fiquei penalizada, achei engraçado o fato de enviar uma mensagem para a falecida... é cômico, de um jeito trágico, mas é! 
Por isso, fica evidente que somos o que deixamos em vida: seja dinheiro, conhecimentos, obras que irão ajudar outras pessoas, filhos, enfim, nossas diversas heranças pelo mundo.
A pergunta que não quer calar: ela respondeu a tal mensagem? Ah, isso eu não conto, porque quero deixar uma pontinha de curiosidade. Mas segue minha homenagem e fica a sugestão do livro. Claro que a professora dona do livro vai guardá-lo com um afinco ainda maior, pois tem uma dedicatória.
E eu? Bem, vou sugar tudo de bom que o livro traz e na próxima postagem publicarei o resumo. Mundo pequeno esse Facebook, não é?😉

Neyde Rostyn



Sunday, 29 March 2015

O lobo mal?

Já faz algum tempo que eu me interesso (e muito!) por literatura infantil, particularmente de textos literários. Neste ano, estou com a mesma turma do ano passado, só que agora eles estão no 2º ano. O interessante é que, a cada ano, surge a paixão por uma obra diferente. Isso não é algo programado, acontece naturalmente.
No ano passado, nos apaixonamos pela obra de Ilan Brenman, foi muito bom vê-los procurando os livros do autor no acervo da sala. Além disso, nos aproximamos do autor através da leitura das biografias em cada uma delas. Descobrimos que ele tem filhas gêmeas, que alguns de seus livros são inspirados nelas, dentre outras coisas.
Neste ano, posso dizer que algo vem me causando um grande prazer em descobrir: que personagens ruins podem ser, muitas vezes, bons. Certamente é o caso do Lobo Mau, presente nos contos de fadas. Nos lembramos, então, da Chapeuzinho Vermelho e dos Três Porquinhos. Pois bem, alguns autores decidiram resgatar este personagem e mudar o rumo do medo que ele causava. Então, surgiram algumas obras muito interessantes, que recomendo às minhas amigas professoras, pois seguramente serão leituras divertidíssimas.
A primeira delas é "Os três porquinhos malcriados e o lobo bom", de Liz Pichon. Imaginem vocês, um Lobo que constrói casas, que é bom e acolhe a todos? Imagine, ainda, que são os Porquinhos que destroem as casas ao mandarem o Lobo embora? O livro é ótimo, certamente renderá um contato delicioso com a literatura.



Outra dica bem interessante é "O lobo voltou", um livro que reúne uma série de personagens de contos tradicionais, em que o Lobo Mau aparece. Meus alunos disseram: "nossa, que história maluca!". O mais engraçado desse livro são as imagens com manchetes de jornal em que o Lobo aparece dizendo que vai voltar. Esse detalhe merece destaque.



A terceira dica é "A verdadeira história da Chapeuzinho Vermelho". Imagine um Lobo que quer ser vegetariano, deixar de ser malvado e ainda contar com a ajuda de uma Chapeuzinho ciumenta? É uma grande reviravolta, muito divertida.


Por fim, minha última dica é "A verdadeira história do três porquinhos", narrada pelo Lobo, que conta em detalhes o ocorrido sob sua ótica em que, é claro, ele não é o culpado.



Professores, aproveitem essas dicas, podem pensar em uma sequência didática com "Histórias de Lobo", comparação entre as narrativas ou simples leitura deleite, que renderão boas risadas.

Até a próxima

Professora Neyde

Tuesday, 1 July 2014

Dica de diversão para as férias

Esta exposição é para amantes de brinquedos antigos e para as crianças, que certamente vão se divertir. Vejam no link abaixo:

https://www.facebook.com/hashtag/exposuainfancia



Boa diversão!


Professora Neyde



Sunday, 1 September 2013

MAPA DE SONDAGEM - JUNHO

O RESULTADO DO MEU MAPA DE SONDAGEM EM JUNHO ME DEIXOU BASTANTE SATISFEITA. EM BREVE, FAREMOS MAIS UMA SONDAGEM E TENHO CERTEZA DE MUITOS OUTROS AVANÇOS.



EM BREVE, NOVIDADES PARA VOCÊS!

ABRAÇOS

ATIVIDADE COM LETRAS MÓVEIS- CONTINUAÇÃO

AQUI SÃO MOSTRADAS INTERVENÇÕES COM OUTRAS DUPLAS.