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Mostrando postagens com o rótulo Textos para formação

Compartilhando o que é bom: dicas incríveis sobre o trabalho com os nomes próprios em alfabetização a partir da obra de Maria de Fátima Russo

Atividades em alfabetização: Teoria e prática na utilização do nome próprio Maria de Fátima russo O nome próprio como modelo estável Quando o sujeito se propõe a aprender a ler e a escrever, já está sensibilizado em relação a um modo de comunicação decorrente de elaborações sociais até então alheias e estranhas à sua pessoa, modo este que requer sua compreensão para se tornar um instrumento eficiente na sua relação com o outro, consigo mesmo e com o mundo. Neste momento, o alfabetizando não recebe passivamente as informações que a linguagem lhe oferece, ele se mobiliza para compreendê-las. No entanto, nem toda informação que a linguagem oferece ao alfabetizando é refletida e transformada em aprendizagem sobre a leitura e a escrita porque, nem sempre, são atribuídos a ela, à informação, significados compatíveis com o conhecimento já instaurado no sujeito, nem sempre, o que se mostra faz sentido e, nem sempre, os dados apresentados se prestam às elaborações mentais qualitati...

O diagnóstico da turma

Boa noite, pessoal! Sei que ando meio sumida, mas uma boa filha à casa torna. Rsrsrsrs. Bom, neste ano estou com uma turma de 1º ano. Eles são muito fofos! A maioria veio de escolas particulares, com ensino tradicional e, pasmem, não vi diferença em relação aos anos anteriores, em que recebi alunos de escolas municipais de educação infantil. Há sim, uma grande diferença: nas EMEI's, até pela quantidade de alunos, as educadoras trabalham mais com a questão da autonomia. Assim, quando as crianças chegam ao primeiro ano, são mais independentes e menos inseguros. Já os meus alunos... ah, ainda são inseguros, mas aos poucos vão adquirindo autonomia. Neste sentido, é que acho que o trabalho do professor enquanto educador é essencial: o aluno precisa saber a hora de falar, dar opiniões pertinentes, participar e ser respeitado pelos amigos. Isso só se alcança com muito diálogo e com os essenciais "combinados". Bem, passado este momento inicial de conhecimento, surgiu a ques...

ARTIGO DE OPINIÃO: “CICLOS, SERIAÇÃO E AVALIAÇÃO” - LUIZ CARLOS DE FREITAS

Nesta obra, o autor nos faz refletir sobre alguns aspectos importantes que devem (ou deveriam!) ser analisados antes da implantação de mudanças no sistema público de ensino. Tais mudanças ocorrem geralmente de forma vertical, isto é, através de decretos ou resoluções sem que haja, efetivamente, um diálogo com os principais envolvidos no processo educativo: professores, pais e alunos. Freitas, então, propõe uma análise das lógicas presentes na educação e que devem ser consideradas para mudanças na organização do sistema. Dentre essas lógicas, ele ressalta a lógica da escola e os aspectos pertinentes a ela. Um desses aspectos é a relação histórico-cultural que se estabeleceu por muito tempo: a dominação do aluno pelo professor. A obediência, o silêncio, a disciplina e a autoridade docente sempre foram exercidas de maneira a coibir qualquer comportamento subversivo, sempre mantendo a organização capitalista de exploração do homem pelo homem. Um dos aspectos de manutenção dessa autori...

A MATEMÁTICA: UMA ABORDAGEM DIFERENTE

Bom, gostaria de ter tempo hábil para postar todos os dias. Mas não é possível. Nós, professores, acumulamos muitas funções, pois não dá pra contar somente com nossos vencimentos: se queremos ter uma qualidade de vida, devemos ter atividades extras. Mas o fato é que retornei para apresentar algumas reflexões e sugestões acerca do ensino de matemática. Durante muito tempo, essa área do conhecimento era razão de insegurança e de improviso, pois eu não sabia muito bem como lidar com isso. Aos poucos, fui seguindo alguns colegas, acolhendo algumas sugestões e "levando". Meu ponto de partida era trabalhar com as quatro operações e com calendário. Só que, de repente, resolvi abandonar as velhas práticas e tentar uma estratégia diferente. Eu sempre tive uma preocupação com o fato de que as crianças não sabiam raciocinar: eles esperavam respostas prontas. No ano passado, trabalhamos com o Sudoku, pois eu achava que um jogo como esse estimularia esse aspecto. Percebi que ajudou...

A MÚSICA NA ESCOLA: NOVOS CONTEXTOS

NÃO EXISTE CULTURA MELHOR OU PIOR: O QUE EXISTEM SÃO CULTURAS DIFERENTES. POIS BEM, DEMOREI TANTO A ENTENDER ISSO, ACREDITANDO QUE MEU GOSTO MUSICAL ERA MELHOR. SÓ HÁ POUCO TEMPO, PUDE COMPRRENDER QUE NÃO HÁ MELHOR OU PIOR NESTA HISTÓRIA. O QUE HOJE SEI É QUE NOSSAS CRIANÇAS TÊM POUCAS OPORTUNIDADES DE CONHECER COISAS DIFERENTES. QUANDO TEMOS OPÇÕES, QUANDO NOS SÃO APRESENTADOS CAMINHOS DIFERENTES, ESTAREMOS APTOS A ESCOLHER UM DELES. POR ESTE MOTIVO TENHO ADOTADO, SISTEMATICAMENTE, O TRABALHO COM A MÚSICA EM MINHA TURMA DE 1ª SÉRIE. E, ACREDITEM, TENHO APRESENTADO CANÇÕES INFANTIS ETERNIZADAS (COMO A CASA, O PATO, AQUARELA, ENTRE OUTRAS). MAS O INTERESSANTE É QUE TENHO TRABALHADO COM MÚSICAS DE GUILHERME ARANTES, CHICO BUARQUE, CAETANO VELOSO E OUTROS CANTORES. NOSSOS ALUNOS ESTÃO APRENDENDO A GOSTAR DE MPB. TENHO EXPLORADO OS SIGNIFICADOS DE ALGUMAS PALAVRAS E EXPRESSÕES, PEÇO QUE ELES LOCALIZEM DETERMINADAS PALAVRAS, E POR VEZES REFLETIMOS SOBRE O QUE O COMPOSITOR QUIS DIZER COM EST...

A mudança drástica de educação infantil para ensino fundamental

A determinação, agora, é que o ensino fundamental passe de 8 para 9 anos. Bem, as escolas da rede privada já estão neste sistema. Mas o fato é que este parece não ter sido bem compreendido pelas diretoras de escolas de ensino privado. Certa vez, me disse uma colega que, "na escola aonde ela trabalhava, as crianças do primeiro ano tinham que aprender a escrever em letra cursiva". Isso é um massacre com a criança. As escolas, sobretudo as da rede privada, ainda valorizam aspectos que pouca relevância têm no aprendizado do educando. Mas o fato é que, a partir do próximo ano, receberemos as crianças de primeiro ano no ensino fundamental. Tive a oportunidade de atuar nas duas modalidades da educação básica, e penso que a criança que sai da educação infantil e ingressa no ensino fundamental, sofre uma mudança muito brusca. Lá, ela brincava no parque, ela manipulava fantoches, fazia dramatizações, brincava com massinha de modelar, sentava-se em grupos. Agora, a sala é organizada com...