18/08/2017

Livro: Horror, humor & quadrinhos

Gente

A dica de hoje é de um livro sensacional. Li para os meus alunos do 3º ano em capítulos. Mas valeu a pena! Eles se envolveram e viajaram na história.
Este livro trata do bullying de uma maneira muito bacana, mostrando às crianças o perigo deste tipo de violência.
Como é uma história de suspense, mas com fundo lúdico, eles ficaram super ligados. Os personagens têm nomes engraçados e eles lembravam de todos no dia seguinte. Recomendo!!!!!!
Essa é a minha indicação de hoje!

Abraços

Neyde Rostyn


17/08/2017

Estimativa

Pessoal, na atividade de medidas de massa, a que postei as fotos anteriormente, percebi que eles tiveram grande dificuldade na estimativa, pois eles achavam que era "adivinhação". Mesmo compreendendo que a a estimativa deveria se aproximar do valor real, eles atrelaram isso à ideia de que só era possível com o peso.
Por esta razão, decidi propor uma atividade extra de estimativa... um desafio.
Coloquei macarrões numa garrafa de refrigerante e grãos de soja em outra (garrafinhas que eles trouxeram para o lanche). 

Levei post its e eles escreveram suas estimativas. 
Foi muito bacana, pois quando apresentei o valor real eles perceberam o quanto "passaram longe". 
Fica a dica para atividade em sala de aula.

Abraços
Profª Neyde Rostyn





16/08/2017

Ensino da Matemática nos Anos Iniciais - Projeto EMAI - Medidas de Massa

Atividade do EMAI - 3º ano - Medidas de massa

Nesta atividade, a turma foi dividida em grupos e eles tinham que preencher uma tabela com estimativa de peso de alguns objetos escolares e, em seguida, pesá-los para verificar se conseguiram se aproximar do peso real.
Levei para a sala duas balanças: uma de quilograma e uma de miligramas, para que eles percebessem que os objetos leves não poderiam ser pesados na primeira balança.
Eles adoraram. Além disso, tiveram a oportunidade de trabalhar com o concreto, algo essencial nesta fase de escolarização.






















Oportunidade - Ballet para crianças - Projeto Joaninha

Pessoal

Excelente oportunidade para crianças.

O Ballet Stagium abre inscrições para o Projeto Joaninha. O Projeto é endereçado a crianças de 7 a 11 anos de idade que estejam matriculadas em escolas públicas estaduais da Capital. Tem por objetivo proporcionar a inclusão social desses jovens, oferecendo gratuitamente aulas de dança e ballet clássico, por meio das quais promove a Arte e a Educação, contribuindo para a formação de cidadãos mais atuantes na sociedade. São oferecidas 80 vagas e as aulas acontecem: 
- aos sábados, das 12:00 às 17:00 horas para crianças maiores
- aos domingos, das 08:30 às 11:30 horas para crianças menores.
 As aulas são ministradas na sede do Ballet Stagium, na Rua Augusta, no 2.985, Jardins. 
Para outras informações, entrem em contato pelo telefone (11) – 3062-2564 – falar com Fábio pelo e-mail ciastagium@gmail.com.

Mais informações em:



Abraços

Neyde Rostyn

Dica - livro "Depois do felizes para sempre

Pessoal

Comprei este livro há algum tempo porque amoooo este autor, o Ilan Brenman. Pois bem, semana passada, li para os meus alunos de 3º ano e dele surgiu uma ideia para lição de casa.
Assim como no livro, eles deveriam escolher três personagens de contos e inventar um "depois do felizes para sempre" para eles.
Surgiram ideias muito engraçadas.
Recomendo este livro, pois é muito divertido e engraçado.


Alguns dos finais que surgiram:









Achei interessante fazer essa proposta de escrita criativa, pois percebo que alguns alunos têm dificuldade em criar textos, histórias e penso que é nesta fase da escolarização que devemos incentivá-los a escreverem livremente.
Esse é um caminho para que eles desenvolvam o gosto pela escrita e seu potencial criativo.

Até mais

Neyde Rostyn


09/08/2017

A inocência perdida

As imagens que compartilhamos em redes sociais ou em aplicativos vêm sendo uma das formas mais atuais de reflexão sobre nossa condição humana. Alguém discorda? Quantas vezes, não vemos frases sobrepostas em imagens, que materializam uma série de sentimentos? É fácil saber quando uma pessoa está indignada, pensativa, nostálgica, triste ou até decepcionada por essas frases sobrepostas compartilhadas em redes sociais.

Posso tomar meu exemplo. Outro dia, há alguns meses, me deparei com a seguinte reflexão:

Parei para pensar um pouco no que deixei de ser. Não falo isso com eventual amargor que a maturidade possa ter me trazido. Falo, aqui, da sensibilidade que meu olhar tinha sobre coisas simples. Da inocência, da ingenuidade, da capacidade de enxergar beleza nas coisas pequenas e até imperceptíveis aos olhos de muita gente.
Era um dia de verão em que parei para refletir sobre o assunto e, dado o calor, desci do meu “apertamento” (nunca me imaginei vivendo em 48m²!, sou do tempo das casas com quintais, em que amarrávamos uma rede e ficávamos lá deitados por horas) e fui para a beira da piscina tomar um pouco de sol e aproveitar o fim de tarde.
Há anos não contemplava o céu! Me lembrei, subitamente, que deixei de procurar desenhos nas nuvens, que deixei de olhar o céu azul como algo inspirador. Claro, celular à mão, não poderia deixar de registrar aquela beleza.






Naquele dia, fiquei por horas olhando o céu e aproveitando aquele momento de paz. Sim, tínhamos paz! E precisávamos de tão pouco...
Tempos atrás, estava conversando com uma colega de trabalho e comentando da minha infância e as novelas. A minha ingenuidade era tanta, que me recordo perguntando pra minha mãe: “mas essa moça não tinha morrido na novela anterior”? Minha mãe, com paciência e até mesmo achando graça da minha inocência, me explicava a verdade. Também comentamos que, as novelas tinham um gosto diferente, acompanhávamos cada capítulo, vivíamos as alegrias e angústias daqueles personagens. O tempo foi passando, e hoje já não assisto mais novelas.
Não vejo mais ternura, enredos capazes de me prender como era antes. Talvez eu tenha perdido a capacidade de enxergar seus encantos. No entanto, penso em como coisas pequenas nos faziam felizes, como o tempo era loongooo, mas muito bem aproveitado.
O acesso à informação nos tornou mais independentes, é verdade. Acredito que também nos roubou o prazer das pequenas coisas, porque poucas coisas nos entretêm por muito tempo, procuramos uma novidade atrás da outra.
Penso que o prazer era a descoberta, a busca. Querem um exemplo: quantos de nós (claro, dos adultos nascidos há mais de trinta anos) não se pegou xingando um locutor de rádio porque estava ansioso para gravar uma música que ia tocar e aquela “criatura” falava no final da música? Eram horas de espera para tamanha decepção.
Quando lançaram o CD, cheguei a perguntar quantas músicas havia em cada lado... imaginem só! Quanta inocência!
É fato que eu poderia discorrer aqui sobre tantas outras coisas perdidas ao longo da minha vida. Éramos felizes e sabíamos disso! Mas as novidades foram nos atropelando e procuramos fôlego para nos acostumarmos até que no dia seguinte outras apareçam. São coisas do mundo moderno, acho...
Acho válido pensarmos sobre isso, não num momento de “crise existencial”, mas como uma forma de trazer à tona a ideia de que as coisas simples nos fazem felizes. Olhar uma flor, admirar a lua cheia, as nuvens branquinhas e “fofinhas”, ler um livro, praticar o ócio sem culpa, admirar um ninho de passarinhos, o barulho das aves em bando no fim da tarde pousadas sobre as poucas árvores que restaram (sim, elas estão lá, outro dia ouvi de dentro do meu carro, parada num semáforo), talvez sejam paradas necessárias para este cotidiano turbulento que vivemos.
Há pessoas que fazem essas paradas jogando Candy Crush, olhando suas redes sociais, por exemplo. Mas o que eu falo é a contemplação. É ir à praia e olhar o mar sem a tentação de tirar uma foto no celular. Coisas simples, mas que considero como essenciais e que demonstram como nossa inocência foi perdida.