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SOBRE O DIA DO PROFESSOR

Dia do Professor é todo dia. Não é assim que dizem sobre as mães ou os pais? Por que não podemos dizer o mesmo sobre estas pessoas que se dedicam a ensinar os outros? Somos criticados, vigiados, cobrados, caluniados, generalizados e incompreendidos em boa parte do tempo. Mas homenagem, ah, é só um dia no ano..... Profissionais bons e ruins existem em todas as profissões. Mas professor não pode errar, não pode fraquejar, não pode ser frágil.....tem que ser firme, mas sem ser grosseiro.... vivemos na corda bamba, sem saber ou imaginar o quanto as pessoas tecem opiniões a nosso respeito que são, muitas vezes, errôneas, vistas pela ótica daquele que se acha ofendido ou prejudicado. Mas ninguém nos perguntou, ainda, como conseguimos conviver com tanta diversidade na sala de aula, como nos desdobramos para atender a todos os nossos "meninos", muitas vezes uma luta solitária, sem respaldo de outras partes interessadas. E ainda somos criticados.... Sabem, hoje estava na fila do banco...

PROFESSOR: A PROFISSÃO MULTIFACETADA

Em nosso cotidiano, somos atores em todos os momentos: atuamos de formas diferentes no trabalho, junto à família, amigos, no casamento, com filhos e em outros ambientes em que convivemos. Entretanto, chego à conclusão, pela minha experiência, de que nenhuma outra profissão exige tantas posturas diversas quanto a profissão docente. Temos uma postura profissional diante de nosso superior imediato, outra em relação aos pais, e muitas outras na grande diversidade com a qual lidamos todos os dias: nossos alunos. São personalidades diferentes, são necessidades diferentes, culturas diferentes, hábitos e tantas outras coisas, que exigem do professor uma "elasticidade" e uma adaptabilidade sobre humanas. Chego à conclusão de que não é o aluno que se adapta à escola ou a nós: somos nós, educadores, que traçamos estratégias diferentes para alcançar a todos (bom, lá nos livros, pra quem não sabe, chamam isso de equidade, ou seja, atender a todos em suas especificidades). Quem pensar dife...

A MÚSICA NA ESCOLA: NOVOS CONTEXTOS

NÃO EXISTE CULTURA MELHOR OU PIOR: O QUE EXISTEM SÃO CULTURAS DIFERENTES. POIS BEM, DEMOREI TANTO A ENTENDER ISSO, ACREDITANDO QUE MEU GOSTO MUSICAL ERA MELHOR. SÓ HÁ POUCO TEMPO, PUDE COMPRRENDER QUE NÃO HÁ MELHOR OU PIOR NESTA HISTÓRIA. O QUE HOJE SEI É QUE NOSSAS CRIANÇAS TÊM POUCAS OPORTUNIDADES DE CONHECER COISAS DIFERENTES. QUANDO TEMOS OPÇÕES, QUANDO NOS SÃO APRESENTADOS CAMINHOS DIFERENTES, ESTAREMOS APTOS A ESCOLHER UM DELES. POR ESTE MOTIVO TENHO ADOTADO, SISTEMATICAMENTE, O TRABALHO COM A MÚSICA EM MINHA TURMA DE 1ª SÉRIE. E, ACREDITEM, TENHO APRESENTADO CANÇÕES INFANTIS ETERNIZADAS (COMO A CASA, O PATO, AQUARELA, ENTRE OUTRAS). MAS O INTERESSANTE É QUE TENHO TRABALHADO COM MÚSICAS DE GUILHERME ARANTES, CHICO BUARQUE, CAETANO VELOSO E OUTROS CANTORES. NOSSOS ALUNOS ESTÃO APRENDENDO A GOSTAR DE MPB. TENHO EXPLORADO OS SIGNIFICADOS DE ALGUMAS PALAVRAS E EXPRESSÕES, PEÇO QUE ELES LOCALIZEM DETERMINADAS PALAVRAS, E POR VEZES REFLETIMOS SOBRE O QUE O COMPOSITOR QUIS DIZER COM EST...

A mudança drástica de educação infantil para ensino fundamental

A determinação, agora, é que o ensino fundamental passe de 8 para 9 anos. Bem, as escolas da rede privada já estão neste sistema. Mas o fato é que este parece não ter sido bem compreendido pelas diretoras de escolas de ensino privado. Certa vez, me disse uma colega que, "na escola aonde ela trabalhava, as crianças do primeiro ano tinham que aprender a escrever em letra cursiva". Isso é um massacre com a criança. As escolas, sobretudo as da rede privada, ainda valorizam aspectos que pouca relevância têm no aprendizado do educando. Mas o fato é que, a partir do próximo ano, receberemos as crianças de primeiro ano no ensino fundamental. Tive a oportunidade de atuar nas duas modalidades da educação básica, e penso que a criança que sai da educação infantil e ingressa no ensino fundamental, sofre uma mudança muito brusca. Lá, ela brincava no parque, ela manipulava fantoches, fazia dramatizações, brincava com massinha de modelar, sentava-se em grupos. Agora, a sala é organizada com...

A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA INICIAL

Saber o que os alunos já conhecem é de fato essencial para o ponto de partida do planejamento docente.Essa prática tem sido bastante disseminada nas séries inicial do ensino fundamental. E,além disso,muitos autores endossam esta prática,oferecendo referencias teóricas que a sustentem. No entanto,esta prática acaba se restringindo á Língua Portuguesa, sobretudo nas classes de alfabetização.O professor se restringe á prática de sondagens,como o objetivo de diagnosticar as hipóteses de escrita, e acabam não realizando este procedimento em outras áreas do conhecimento. Esta questão tem dois fatores essenciais a serem analisados.O primeiro é a insegurança que o professor tem de que seus alunos não atinjam as habilidades de leitura e escrita, ou seja, se alfabetizam. O outro fator é a falta de subsídios que o professor tem,em sua formação, no curso de Pedagogia. Se por um lado, temos as pesquisas de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, que revolucionaram a alfabetização com a psicogênese da Líng...

PESSOAS DO "SIM" E PESSOAS DO "NÃO"

Há pessoas do “sim” e pessoas do “não”. Pessoas do “sim” são aquelas às quais tudo é possível, desde que se tente com firmeza. Pessoas do “sim” são aquelas que crêem, em princípio, que todas as coisas são boas até que se prove o contrário. Pessoas do “sim” são aquelas que estão sempre prontas a colaborar, a comprometer seu tempo com um novo projeto, a testar idéias, a tudo fazer para que as coisas aconteçam. Pessoas do “sim” são aquelas entusiasmadas com o que fazem, com o que são e com a possibilidade de poderem fazer as coisas de forma diferente. Pessoas do “sim” são aquelas bem humoradas, com o sorriso sempre pronto, aquela com as quais sentimos prazer em conviver, conversar e trocar idéias. Pessoas do “sim” são aquelas que fazem tudo e ainda encontram tempo para criar, elaborar e participar. Mas há também as pessoas do “não”. Pessoas do “não” são aquelas para as quais nada é possível. Pessoas do “não” são aquelas que vivem dizendo que já viram esse filme antes... e que é tudo papo ...

PRA COMEÇO DE CONVERSA

Quero compartilhar com vocês um texto que escrevi sobre minha prática para um curso de formação. Espero que a sensibilidade e sinceridade das minhas palavras possa tocá-los. Antes de relatar sobre minha turma de 1ª série, quero ressaltar que ser professor alfabetizador é, antes de tudo, correr riscos. É lançar-se, é acreditar no inesperado, é dedicar-se mas (e apesar de tudo isso) é gratificante. Acreditar que todos são capazes de aprender é fundamental e fazê-los acreditar nisso é mais ainda, pois quando o aluno percebe do que ele é capaz, adquire uma auto-confiança e estímulo inacreditáveis. Por isso, mesmo não conhecendo a proposta do curso Ler e Escrever (antes de iniciá-lo) eu já trazia comigo estas crenças. Mas ainda estava muito apegada a métodos tradicionais, como as famílias silábicas, por exemplo. Entretanto, sempre tive comigo que a leitura é muito importante por ampliar o repertório do aluno e, assim, ele aprende a se expressar melhor e, quando adquire a escrita alfabética,...